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Os burros de ouro contra a boa neurociência

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Felipe 2º, rei da Macedônia, teria dito: “não há fortaleza que resista a um burro carregado de ouro”. Seu filho, Alexandre Magno, demonstrou ter compreendido a lição, muitas vezes, para conquistar territórios, preferiu corromper rivais às batalhas. Corrupção sempre foi uma arma de persuasão. Mas há opções mais em conta. Durante a Guerra da Coreia, militares chineses utilizaram um método bem barato para converterem prisioneiros estadunidenses ao comunismo maoísta. Não foi necessário seduzir os capturados com a promessa de que, em breve, viveriam em um lugar privilegiado no paraíso do fim da história. Os orientais ofereciam arroz ou doces aos cativos em troca de um texto contra os Estados Unidos. O expediente foi frequentemente bem-sucedido, era a lavagem cerebral por uma bagatela. Quem atenta contra as suas próprias convicções, a troco de uma recompensa mesquinha, tem maiores chances de se desfazer de seus princípios. Ao se vender por pouco, para escapar de pesadas reflexões críticas, há a necessidade de se inventar uma justificativa, e acreditar na invenção. Os que se vendem caro nem tanto, o fim justifica os meios, e isto basta.
Leia mais (11/14/2022 – 12h20)

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