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O que a medicina antecipativa pode fazer por nós

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“Não investimos em segurança em tantas áreas? Por que não na saúde?”, provoca especialista em evento sobre inovação na área da longevidade “Convivemos com um sistema de saúde que não é saudável, com foco em tratar a doença. Além disso, como indivíduos, tendemos a ser fatalistas e irracionais. Somos vigilantes em relação à segurança – nos protegemos com fechaduras e alarmes – mas abdicamos da responsabilidade de proteger nossa saúde. Tomamos más decisões em relação a exercício e alimentação, e nos resignamos ao declínio físico como um fato consumado do destino”. Noubar Afeyan, principal palestrante do Health Longevity Global Innovator Summit, não poderia ser mais assertivo. Foi um dos participantes do evento, que aconteceu no fim de setembro para tratar de inovações no campo da longevidade, e sabe do que fala. É fundador e CEO da Flagship Pioneering, empresa de inovação científica criada em 2000, que tem milhares de patentes e está por trás do sucesso de dezenas de companhias – inclusive da Moderna, farmacêutica que criou a vacina contra a Covid-19 que utilizava o mRNA (RNA mensageiro), com “instruções” para o sistema imunológico agir. A ampliação de seu uso é uma certeza.
Noubar Afeyan, fundador e CEO da Flagship Pioneering
Reprodução
“Nossa vulnerabilidade, pessoal e coletiva, em relação a futuras pandemias está ligada à resiliência da nossa saúde, individual e como sociedade”, alerta.
Considera sua missão mudar o atual modelo e implantar a medicina antecipativa (“preemptive medicine”), como explica: “trata-se de garantir o máximo de proteção detectando ameaças, intervindo em estágios anteriores à instalação da doença e mitigando sua progressão e impacto. Isso inclui ferramentas digitais para mirar em precursores de enfermidades e drogas para retardar que ela se instale ou avance. É uma enorme mudança de paradigma. Não investimos em segurança em tantas áreas? Por que não na saúde?”. Na sua mira estão as chamadas pandemias “lentas”, como obesidade, diabetes e câncer que, na sua avalição, deixam a população “mais exposta”. Complementa: “vivemos a era da biologia, que vai garantir a sustentabilidade do futuro”.
“Medicina antecipativa significa servir as pessoas antes que se tornem pacientes, isto é, queremos adicionar anos à vida e adicionar vida a esses anos. A longevidade deve ser a combinação de viver mais com viver com saúde”.
Em outro painel do evento, cientistas enfatizaram a necessidade de parcerias globais para as pesquisas científicas no campo da longevidade. Mehmood Khan, CEO da Hevolution Foundation, lembrou que a mobilização para combater a Covid-19 mostrou como o mundo acadêmico, a iniciativa privada e os governos podem se unir em torno do bem comum: “temos que garantir que as grandes descobertas sejam implementadas. Elas não viram inovações se não estiverem no mercado e puderem mudar a vida das pessoas”.
Ann Aerts, diretora da Novartis Foundation, concordou com a necessidade da soma de esforços e listou três premissas que considera fundamentais: “precisamos ampliar as habilidades digitais em nível planetário, para que todos se beneficiem; o ser humano deve ser o foco; e as empresas têm que estar abertas para diferentes modelos de negócios, que contemplem a diversidade dos países”.
O blog faz um breve recesso e estará de volta no dia 25 de outubro.

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