nao-gosta-de-se-exercitar?-divida-a-atividade-fisica-em-blocos-de-dez-minutos

Não gosta de se exercitar? Divida a atividade física em blocos de dez minutos

nao-gosta-de-se-exercitar?-divida-a-atividade-fisica-em-blocos-de-dez-minutos


Especialistas discutem as novas fronteiras do fitness e afirmam que os treinos serão cada vez mais individualizados Uma coisa é certa: todos precisamos nos mexer. Esse foi o mantra de três especialistas reunidos para discutir as novas fronteiras do fitness, num painel virtual a que assisti no dia 9 deste mês e que está disponível neste link. Para a médica Poonam Desai, uma celebridade no Instagram (@doctoranddancer), “caminhamos para treinos cada vez mais individualizados, de acordo com a genômica (que estuda a interação dos genes com o meio ambiente) e as preferências de cada indivíduo”. Ou seja, com o volume de informações que estão disponíveis hoje em dia, será possível montar uma grade de exercícios sob medida para cada um.
Atividade física: o médico Michael Fredericson, professor da Universidade Stanford, sugere, como alternativa, se exercitar durante vários blocos curtos de dez ou 12 minutos ao longo do dia
Michael de Groot para Pixabay
No entanto, para quem se arrepia com a orientação de que o ideal é dedicar 150 minutos por semana à atividade física, o médico Michael Fredericson, professor da Universidade Stanford, tem uma sugestão para animar os sedentários:
“Divida a carga de exercício em diversos pequenos blocos de dez ou 12 minutos ao longo do dia, é o suficiente para estimular o metabolismo. Há várias opções, como subir alguns lances de escada, ir a pé ao supermercado, fazer uma pequena série de polichinelos ou de agachamento”.
Fredericson também ressaltou que não devemos nos limitar a um tipo de treino, e sim adotar um mix de aeróbica e exercícios de resistência, força, equilíbrio e flexibilidade: “tudo impacta na nossa capacidade de mobilidade”. Para melhorar o equilíbrio, diz que não há nada tão eficaz quanto o tai chi chuan, mas ensina que se equilibrar durante dez segundos numa perna só já faz muita diferença: “experimente enquanto escovar os dentes”.
Para a doutora Desai, o importante é “estressar um pouco” o corpo: “exercite-se por dez minutos e, no dia seguinte, por 12 ou 15 minutos. Depois comece a tentar algo mais vigoroso”. Na sua opinião, há uma reflexão que cada deveria fazer como ponto de partida:
“Pense onde você quer estar daqui a dez, 15 ou 20 anos. Quer poder brincar com os netos? Viajar, ser independente? Descubra o seu porquê. É o primeiro passo para se conectar com um projeto para sair do sedentarismo”.
Ela acrescentou que o ideal é fazer um check-up, conversar com o médico sobre eventuais limitações e se valer da atividade física para conseguir, inclusive, retardar a progressão de doenças crônicas. “É uma boa oportunidade para ajustes no estilo de vida, como passar a se alimentar e a dormir melhor. Não vai ser a ingestão de um suplemento que vai mudar sua vida, e sim um conjunto de iniciativas”, explicou.
Mounir Zok, CEO da N3xt Sports, empresa de consultoria na área de inovação em fitness e esportes, afirmou que esse mercado teve um crescimento vertiginoso nos últimos dez anos e movimenta atualmente 1.5 trilhão de dólares. Zok, que foi diretor de tecnologia e inovação do comitê olímpico dos Estados Unidos, deu um exemplo de como até um atleta pode superar suas limitações quando a abordagem é mais ampla. Ele contou que, para participar da Olimpíada no Rio, em 2016, a equipe que cuidava de Michael Phelps, depois de investigar todas as variáveis que afetavam seu desempenho, decidiu monitorar seu sono – e os treinos eram ajustados de acordo com a qualidade da noite do nadador. O resultado? Aos 31 anos, Phelps subiu no pódio seis vezes: ganhou cinco ouros e uma medalha de prata.

Compartilhe:

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn

Mais lidas

Receba nossas notícias

Cadastrar email

Sem spam, apenas notificações sobre as últimas notícias e artigos.

Ver mais notícias sobre:

Continue lendo

Posts relacionados