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Inteligência artificial vai mudar a casa dos idosos

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Tecnologia baseada em comando de voz pode garantir acesso a serviços e conexões sociais Na coluna de terça-feira falei da importância do expossoma, o conjunto de todas as coisas que nos afetam, interna e externamente, e sua relação com a longevidade. Hoje, abordo outro assunto debatido na Longevity Week que impacta o bem-estar: como adaptar nossas casas à medida que envelhecemos. A apresentação que me encantou foi a de Laetitia Cailleteau, diretora de dados e inteligência artificial da consultoria Accenture para a Europa, porque enfatizou que a tecnologia deve ser uma ferramenta simples e eficaz, e não um bicho de sete cabeças. “O mundo digital é o passaporte para garantir conexão com a comunidade e acesso a todos os serviços. No entanto, o que ouvimos dos idosos é que eles têm a sensação estarem sendo deixados para trás”, afirmou. Por isso, há cinco anos a empresa trabalha no desenvolvimento de uma tecnologia totalmente baseada na voz, como explicou:
Laetitia Cailleteau, diretora de dados e inteligência artificial da consultoria Accenture para a Europa: tecnologia a serviço do idoso
Divulgação
“Todas as informações sobre a pessoa são repassadas para o computador, o que inclui sua agenda de compromissos, seus hábitos e preferências. Com o equipamento configurado, é só dar um oi e ele toma a iniciativa, lembrando a hora de tomar um medicamento, uma atividade programada ou reunião com amigos. Basta falar com a máquina, sem precisar usar um teclado ou acionar comandos. E, além de responder, a inteligência artificial também aprende a partir do que ouve”.
É um salto em relação aos assistentes virtuais existentes no mercado, que atendem a solicitações dos usuários, e um apetrecho útil para quem tem um quadro de declínio cognitivo moderado e ainda pode viver com independência e autonomia. Aliás, considerando que o déficit de mão de obra de cuidadores só se agravará, essas são soluções que, adotadas em grande escala, terão impacto significativo na vida de idosos. A utilização maciça da inteligência artificial em todas as instâncias do cotidiano é uma questão de tempo. Para quem duvida: nos anos de 1880, houve quem demorasse para trocar as velas pela eletricidade, mas a resistência não durou muito.
Allison Bowes, professora de sociologia da Universidade de Stirling, na Escócia, participa do projeto intitulado Designing Homes for Healthy Cognitive Ageing (DesHCA), voltado para adaptações que tornem as residências amigáveis ao envelhecimento. Trata-se de um consórcio que reúne arquitetos, engenheiros, designers, empresas de construção e decoração e instituições públicas. O objetivo é identificar soluções que sejam práticas, de baixo custo e tenham o potencial de ganhar escala. Mas o mais importante é o trabalho que vem sendo feito de escuta, para saber o que os idosos têm a dizer:
“Sua perspectiva vem sendo negligenciada. Há também uma tendência de focar em equipamentos tecnológicos em vez de uma abordagem mais ampla do estilo de vida das pessoas. Por último, com frequência se dá pouca atenção à diversidade que existe na velhice. Muitas vezes, pequenas alterações garantem um cuidado maior sem que a moradia perca suas características, nem fique se assemelhando a um hospital”.

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