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Instituições para idosos LGBTQIA+ que respeitam a orientação sexual dos indivíduos na velhice

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Na França, a primeira “casa da diversidade” será aberta em Lyon em 2024 Stéphane Sauvé, fundador da organização Les Audacieuses & Les Audacieux
Divulgação
“Maisons de la diversité”, ou casas da diversidade: o projeto de instituições para idosos LGBTQIA+ deve se tornar realidade nos próximos anos. Na França. A primeira residência com este perfil será inaugurada em Lyon, em 2024, para pessoas acima dos 55 anos portadoras de HIV e em situação de vulnerabilidade. No início de outubro, o “départment” (o equivalente aos estados brasileiros) de la Seine-Saint-Denis anunciou que vai avalizar a criação de “habitações inclusivas”.
Quem lidera a iniciativa é a organização Les Audacieuses & Les Audacieux, criada há cinco anos por Stéphane Sauvé. Ele diz que, em Seine, a negociação já está no estágio de buscar uma propriedade. Em Paris, Nantes e Marselha, é também a associação que está por trás das conversas com as prefeituras e, em entrevista ao jornal “Le Figaro”, reconheceu que a tarefa é mais difícil na capital francesa. “Há uma tensão imobiliária e uma fila de idosos para conseguir moradia em Paris ou nos municípios vizinhos”, afirmou, referindo-se à Lei Elan, de 2018, que garante um teto para os mais velhos e indivíduos com deficiência.
O projeto é bem diferente das instituições de longa permanência que existem no Brasil. Dá prioridade a idosos que vivem sozinhos, sem apoio familiar, mas a proposta é criar um ambiente multigeracional, com alojamentos para jovens e também aberto para heterossexuais aliados da causa. Nesse modelo de coabitação, haverá atividades compartilhadas e um responsável pela residência.
“Não se trata de um gueto, e sim de criar um espaço que respeite o estilo de vida de seus moradores” – Stéphane Sauvé
A associação estima que, na França, o número de idosos LGBTQIA+ chegue a um milhão, sendo que 90% não têm filhos e 65% vivem sozinhos. No Brasil, a comunidade sofre com a discriminação social, a falta de qualificação da rede de saúde – o que afeta o atendimento, já que o padrão presumido é o da heterossexualidade – e, ao envelhecer, corre o risco de perder sua identidade sexual. Se, por problemas financeiros, a pessoa precisar morar com a família ou ficar numa instituição, há boas chances de ter que “voltar para o armário” e abrir mão de sua orientação. Não temos nada parecido com uma “maison de la diversité” no horizonte…

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